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Ainda que Paz y Esperanza tenha se convertido em uma organização internacional, seu nascimento no Peru. Em 1980, o Peru começaria a viver uma sangrenta época de violência política. As ações terroristas do “Partido Comunista do Peru Sendero Luminoso” e do “Movimento Revolucionário Tupac Amaru” propiciaram uma onde de violência sem precedentes no país. Porém, por outro lado, as ações antissubversivas executadas pelo Governo central aumentaram o terror e a violação dos direitos humanos, afetando especialmente a cidadãos e cidadãs mais pobres, cujas comunidades foram devastadas.

Foram as pessoas mais pobres, as que viviam em pequenas comunidades nos Andes, que estiveram  entre o fogo cruzado dos terroristas e as forças de ordem. As estatísticas mostraram muito rápido a terrível situação de morte e destruição: milhares de assassinados, desaparecidos, desabrigados, torturados, presos y ameaçados. Porém, esta época também mostra gestos, compromissos e coragem de milhares e milhares de peruanos e peruanas que decidiram enfrentar a violência terrorista e denunciar a violação dos direitos humanos de maneira pacifica. em meio ao conflito, se afirmaram e  reafirmaram vocações e compromissos de jovens profissionais provenientes de distintas universidades.
 

Nesse contexto que desde 1984 setores evangélico-protestantes se envolveram na defesa e promoção dos direitos humanos das pessoas que sofriam os embates do terror. Em janeiro de 1996 um pequeno grupo de seis profissionais decidiu formam Paz y Esperanza, dando continuidade ao trabalho pioneiro que realizou o Concilio Nacional Evangélico do Peru (CONEP).

Pouco a pouco, Paz y Esperanza se edificou sobre a motivação, compromisso cristão e longa experiência de seus integrantes, desenvolvendo programas de atendimento a pessoas encarceradas e vítimas do conflito armado, e de educação em direitos humanos, facilitando para que as igrejas se envolvam mais no acompanhamento aos pobres.

Atualmente Paz y Esperanza tem conseguido um impacto local, regional e nacional no Peru, onde é reconhecida como uma das instituições líderes em seu campo de ação. Diversificou sua temática para incluir uma maior variedade de atividades que apóiam seu compromisso cristão de aportar ao desenvolvimento integral da sociedade peruana. Por isso, estamos adquirindo um papel mais importante na zona andina da América do Sul, contribuindo para o fortalecimento de capacidades, especialmente dos setores vinculados às igrejas, em áreas como: direitos humanos, cidadania/exercício do poder; justiça e reconciliação, educação sexual cristã; defesa de crianças e mulheres abusadas; reformas legais, vigilância do sistema judicial; defesa e promoção dos direitos dos povos indígenas.

 

Uma preocupação da liderança de nossa organização, desde sua fundação, foi conhecer e conectar-se com experiências afins de ministérios protestantes de outros países da América Latina e do mundo. O propósito de Paz y Esperanza era conseguir consolidar una rede de organizações comprometidas com a justiça social e os direitos humanos, que compartilhem boas práticas e que animem as comunidade de fé em outros países para que trabalhem a favor destes direitos.

Como parte deste desafio, assumimos a representação da campanha de incidência denominada DESAFIO MIQUÉIAS para América Latina. Posteriormente, desde 2002 apoiamos a coordenação da REDE MIQUÉIAS América Latina.

Além de nossos escritórios regionais no Peru (San Martín, Huánuco, Ayacucho, Andahuaylas e Lima), estendemos nossa ação para fora do Peru. Em tal virtude, Paz y Esperanza tem uma presença ativa no Equador (Guayaquil) e Bolívia (Santa Cruz). De igual modo, contamos com escritórios internacionais de integração, um com sede nos USA e outro no Reino Unido.

Na atualidade, Paz y Esperanza quer contribuir para que muitos outros se comprometam a tratar tanto as causas como os efeitos da injustiça. Isso significa atender diretamente as pessoas, mas sem deixar de influir nas políticas públicas e nas autoridades que as dão ou aplicam.